sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Apple pode anunciar o iPad 3 na primeira semana de março




A espera pode estar chegando ao fim. Como em todo lançamento da Apple, o iPad 3 também é muito esperado pelos usuários, e especulado por jornalistas, blogueiros e especialistas em tecnologia. E fontes muio próximas da empresa de Cupertino confirmam que a empresa escolheu a primeira semana de março para o evento de lançamento do novo tablet de terceira geração.
iPad3 deve ser anunciado em março (Foto: Reprodução)


A Apple não marcou nenhum evento de apresentação de um novo produto para o mês de fevereiro, só tendo realizado o evento de lançamento dos aplicativos educacionais em janeiro, mas a própria Apple tratou o evento de Nova York como “evento especial”. Para a estratégia de vendas da Apple, o anúncio de um novo produto no mês de janeiro, com chegada ao mercado ou pré-venda estabelecida ainda no primeiro trimestre de cada ano é fundamental para manter o fluxo da empresa em alta, e seus produtos em evidência.

Fontes próximas à Apple afirmam que a empresa escolheu a primeira semana de março para lançar o sucessor do iPad 2, e promete fazer em grande estilo, como foi em todos os seus eventos especiais. Deve acontecer em San Francisco, possivelmente no Yerba Buena Center for the Arts, o local preferido da empresa para grandes anúncios como esse. Até o momento, nada é dito sobre a data oficial de chegada ao mercado do novo tablet, mas muitos acreditam que a Apple deve seguir o mesmo cronograma do iPad 2, que já estava disponível para o mercado norte-americano uma semana depois do seu anúncio.

Muita coisa se fala sobre como será o futuro iPad 3. Todos os indícios indicam que o modelo terá a mesma aparência física do iPad 2, mas com recursos de hardware tornarão a sua performance muito mais rápida, como um novo processador, uma unidade de processamento gráfico melhorada, uma nova tela com Retina Display, com resolução de 2048 x 1536 (ou algo próximo a isso), e uma bateria maior, para uma maior autonomia de uso.

Obviamente, a Apple se recusa a comentar rumores. Mas… e você, leitor do TechTudo? O que acha? 2012 será o ano do iPad 3?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

NVIDIA conta detalhes sobre a evolução do processamento gráfico


Gerente de vendas da NVIDIA esteve na Campus Party para contar como é a relação da empresa com o futuro.


Arnaldo Tavares, gerente de vendas da divisão Cone Sul da NVIDIA, subiu ao palco Jogos daCampus Party Brasil 2012 ontem, para contar como está a relação da empresa com o futuro dos jogos e outros aplicativos que demandam muita potência gráfica. Para começar a palestra, Tavares citou as diferenças gritantes que existem entre as imagens geradas hoje e as processadas no começo dos anos 90.

Mas ele não se prendeu aos jogos para falar sobre a evolução das GPUs existentes no mercado. O principal foco da palestra estava na utilização profissional de placas de vídeo, que hoje podem ser utilizadas para simulações realistas e muitas outras funções. Nesse momento ele revelou que a NVIDIA tem planos para segmentar melhor seus produtos.

Atualmente, grande parte dos esforços da empresa estão destinados à promoção das GPUs GeForce, que são as mais recomendadas para os gamers, pois são os processadores gráficos que melhor se adaptam às aplicações DirectX. O problema, segundo Tavares, é que profissionais acabam optando pela GeForce por desconhecer o poder gráfico de outro produto.

(Fonte da imagem: Reprodução/Adrenaline) 

Segundo ele, softwares que exigem muita potência gráfica, mas não demandam muita memória GDDR (novamente, estamos falando sobre aplicativos profissionais, com processamento 3D), adaptam-se muito melhor a outro tipo de GPU: as Quadro. Esses processadores gráficos (também da NIVIDA) são muito mais compatíveis e dedicados a aplicativos OpenGL.

Tavares também foi enfático ao citar a importância das GPUs Quadro no futuro da ciência. Ele lembrou que os processadores gráficos estão tornando o acesso à máquinas potentes muito mais simples e barato. Isso deve facilitar (e muito) pesquisas e cálculos avançados, mesmo em instituições que não dispõem de tantos recursos financeiros.

Para finalizar, o gerente da NVIDIA falou sobre jogos eletrônicos. Um pouco polêmico, disse que os computadores estão cada vez mais evoluídos e afirmou que, em breve, os consoles não vão mais conseguir acompanhar os passos dos games de PC. Tavares ainda disse que "gamers high-end" sempre vão preferir os computadores, pois consoles são para quem quer facilidade.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/campus-party-brasil-2012/19222-nvidia-conta-detalhes-sobre-a-evolucao-do-processamento-grafico.htm#ixzz1ltaDvfRT

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Qual a diferença entre adaptadores wireless de 54 Mbps, 150 Mbps e 300 Mbps?


Entenda como as diferenças entre as tecnologias definem os padrões de velocidade de transferência de dados.




Se você já comprou um modem ou roteador e utiliza em sua rsidência conexão Wi-Fi, certamente já deve ter notado nas especificações do equipamento um protocolo numérico relativo ao tipo de Wi-Fi com a qual o produto é compatível. Entretanto, dados como 802.11n, 802.11g ou 802.11b não são autoexplicativos e é natural que surjam dúvidas sobre quais as diferenças existentes entre eles. 

Entender qual é o significado de cada um deles é fundamental, em especial se você deseja navegar sempre nas mais altas velocidades possíveis. E, para isso, não basta apenas contratar um plano de dados com um alto custo. É preciso, também, que os seus equipamentos possam suportar a quantidade de dados solicitada.

Para entender melhor como isso funciona, é interessante compreender alguns conceitos de frequência e padrões de qualidade. É a partir deles que os protocolos de Wi-Fi são liberados, e são eles que determinam quais são as velocidades máximas de comunicação entre o computador e o roteador.
Faixa de frequência


Todos os aparelhos Wi-Fi operam a partir de ondas de rádio. Assim, como muitos outros produtos, eles utilizam o mesmo espaço para poder se comunicar. Para que não haja nenhum tipo de interferência entre produtos distintos, são determinadas faixas específicas de operação, às quais os aparelhos, obrigatoriamente, devem se adaptar.

GPS, celulares, portas de garagem e emissoras de TV e rádio são alguns exemplos de aparelhos que, embora utilizem o mesmo tipo de onda, operam sob frequências distintas para que não haja conflito. 

A faixa de frequência de um aparelho é determinada em convenção internacional pelo IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers). A entidade é responsável por redigir as normas técnicas e disponibilizá-las à indústria, de forma que o padrão seja seguido na fabricação dos aparelhos. Alguns exemplos:
Transmissão de rádio AM: entre 530 e 1610 kHz;
Emissoras de TV: entre 54 e 88 MHz;
Transmissão de rádio FM: entre 88 e 108 MHz;
Wi-Fi: entre 2,4 GHz e 5 GHz.
Taxas de transferência de dados


Para que possam operar dentro da faixa destinada, os aparelhos de propagação e recepção de sinal Wi-Fi seguem normas e protocolos específicos. No que se refere à transmissão de dados, os padrões escolhidos são identificados pela codificação numérica chamada Classificação Decimal de Dewey, sistema similar ao utilizado nas bibliotecas para catalogação de livros.

O sistema define um número de três dígitos seguido de um ponto e outros dois dígitos. A classificação utilizada atualmente é o 802.11, seguido de uma letra para identificar a certificação mais atualizada, incluindo normas de segurança e padrões de qualidade.

Para que haja compatibilidade entre os sistemas mais antigos e as atualizações recentes, os protocolos mais novos, obrigatoriamente, devem suportar as notações anteriores. Assim, mesmo aparelhos antigos são capazes de receber sinais de outros mais novos, ainda que com menor qualidade.

Os padrões 802.11a e 802.11b foram definidos em 1999. O primeiro opera em uma frequência de 5 GHz e é capaz de transferir, no máximo, 54 Mbps. Já o padrão 802.11b opera numa frequência de 2,4 GHz e é capaz de transferir, no máximo, 11 Mbps.

O padrão 802.11a, por sua baixa capacidade e incompatibilidade com novas atualizações de segurança e codificações, aos poucos está saindo do mercado. Já o 802.11b, por ser utilizado em especial para transmissão de dados mais técnicos, não interferindo no uso de velocidade do usuário, prossegue sendo listado como compatível na maioria dos aparelhos.

Em 2003 foi lançada a notação 802.11g. Além de melhorias na segurança e novas codificações, o novo formato permitiu que os aparelhos enviassem e recebessem sinais a velocidades de 54 Mbps, seguindo a evolução das redes de transmissão. Por fim, em 2009, passou a vigorar no mercado a notação 802.11n. Ela foi responsável por ampliar a capacidade de transmissão para até 450 Mbps.

Em resumo: a geração 802.11n, mais atual, veloz e segura, aos poucos substituirá por completo as anteriores. Por isso, é importante verificar dados como esses antes de comprar um aparelho. Afinal, a variação de preço entre eles é pequena e vale a pena investir em um produto com durabilidade maior.
Gerações de Wi-Fi

Como as notações afetam o seu cotidiano?

Antes de comprar um modem, um roteador ou mesmo um aparelho celular, é válido conferir em suas especificações técnicas quais são os tipos de Wi-Fi suportados. Em geral, os modelos mais recentes suportam todos eles. Contudo, ainda assim, é importante checar a velocidade máxima de transmissão de dados.

Embora exista retrocompatibilidade, ou seja, o padrão 802.11n (mais novo) suporte todos os anteriores, é preciso ficar atento aos limites de velocidade. Se o seu roteador for 802.11n, mas o smartphone for compatível apenas com 802.11g, sua velocidade ficará limitada aos 54 Mbps da versão antiga.

Mesmo os aparelhos mais novos podem ter limitações em suas velocidades. Assim, você pode encontrar no mercado modems e roteadores com velocidades limites de 150 Mbps, 300 Mbps e 450 Mbps. As duas primeiras velocidades são as mais comuns.


Os modems de 450 Mbps ainda são raros para uso residencial. Os primeiros modelos compatíveis com essa velocidade foram lançados no final do ano passado nos EUA e, aos poucos, começam a chegar ao Brasil via importação.

Por isso, antes de trocar o seu plano de dados, caso a operadora de telefonia não ofereça um modem compatível com o serviço, verifique se não será necessário trocar o seu equipamento por outro mais novo.

No Brasil, as velocidades de banda larga mais comuns – 1, 2, 5 e 10 Mbps – oferecem melhor compatibilidade com o padrão 802.11n. Caso contrário, ainda que disponha de uma alta velocidade, você não poderá usufruí-la ao máximo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Como instalar o Windows 7 em cima do Vista

Se você pretende migrar do Windows Vista para o Windows 7, esse tutorial pode ser útil. Nos passos abaixo, mostraremos como instalar a última versão do sistema da Microsoft por cima do Vista. Não será necessário formatação. Seus programas, configurações e arquivos permanecerão intactos.
Instalando o Windows 7 em cima do Vista (Foto: (Foto: Reprodução/ Helito Bijora))

Você vai precisar de um DVD do Windows 7 e, no mínimo, possuir o Service Pack 1 instalado, além de 13 GB de espaço livre em disco. Não é preciso fazer backup dos seus arquivos, visto que eles serão preservados. No entanto, é sempre bom ter uma cópia de segurança.

Passo 1. No Windows Vista, insira o DVD de instalação do Windows 7. Note que, se seu sistema é de 32 bits, você precisa de uma instalação do Windows 7 na mesma versão. Saiba como descobrir se seu sistema é 32 ou 64 bits;

Passo 2. Execute a reprodução automática do disco e clique em “Instalar agora”;

Passo 3. Se estiver em um computador com Internet, escolha a opção “Conectar para obter a atualizações mais recentes para a instalação”. Caso contrário, clique na opção abaixo;

Passo 4. Leia os termos da Microsoft e, se estiver de acordo, marque a opção “Aceito os termos da licença” e clique em “Avançar”;

Passo 5. Clique na opção “Atualização” e aguarde até que o assistente analise seus programas e faça um diagnóstico de possíveis incompatibilidades;
Atualização do Windows Vista para o 7 (Foto: Reprodução )

Passo 6. Se tudo estiver ok, clique em “Avançar” e aguarde;

Passo 7. O computador será reiniciado algumas vezes. Durante a inicialização, uma mensagem pedindo para o usuário pressionar uma tecla para iniciar o DVD do Windows 7 pode aparecer. Se isso acontecer, ignore.

Pronto! O último passo é ter muita paciência e aguardar. Após algumas horas e várias reinicializações, o Windows 7 será iniciado.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Top 10: principais ataques de phishing da Internet

Série: Brasil sem Vírus

Recentemente, o Facebook, o Google, a Microsoft e outras nove empresas de Internet se uniram para combater o phishing na Internet, prática criminosa em que vítimas são levadas a fornecer seus dados privados em sites clonados. Infelizmente, esse cibercrime ainda é muito comum na web e vem atingindo usuários em todo o mundo. O TechTudo relembra aqui 10 casos que chamaram a atenção nos últimos anos.
Phishing no Twitter (Foto: Divulgação)

10. Os ataques de pishing se tornaram frequentes no Twitter. Em 2010, uma dessas sabotagens atingiu milhares de usuários via mensagens diretas tentadoras. Os infectados enviavam a seus seguidores recados como "Este é você?" ou "tenho 24 anos/mulher/excitada...", todos acompanhados por um link suspeito. O Twitter rapidamente resetou as senhas dos usuários afetados.

09. Em julho de 2010, um desenvolvedor vietnamita chamado Thuat Nguyen foi banido pelaApple. Ele havia feito compras fraudulentas no nome de mais de 400 usuários do iTunes. Uma vítima chegou a perder US$ 500 em transações não autorizadas. Essa fraude levou os aplicativos de Nguyen a ocuparem momentaneamente 42 posições entre os 50 mais comprados na categoria Livros.

A empresa fundada por Steve Jobs revelou que os servidores do iTunes não foram comprometidos e que Nguyen não recebeu qualquer dado confidencial dos usuários que baixaram seus aplicativos. Não se sabe como ele conseguiu acesso às 400 contas, mas suspeita-se que ataques de phishing estejam por trás disso. Após esse caso, a Apple reforçou a segurança no processo de compra do iTunes, passando a pedir mais vezes o código de verificação dos cartões de créditos. 
Fifa 12 (Foto: Divulgação)

08. O caso da invasão hacker à Playstation Network ainda era muito recente quando surgiram suspeitas de que o mesmo teria ocorrido na Xbox LIVE, em outubro de 2011. Isso porque vários usuários da rede online para Xbox 360 alegaram que suas contas haviam sido invadidas. Os hackers assinaram contas premium (Gold), jogaram online e adquiriram conteúdo extra de jogos como Fifa 11 e Fifa 12.

Segundo a Microsoft, a Xbox LIVE não havia sido hackeada, mas ataques de phishingprovavelmente teriam coletado as senhas dos jogadores. Não foi descoberto, no entanto, como a fraude ocorreu ou qual a relação com a série de game de futebol da EA Sports.
Pishing no Facebook (Foto: Reprodução)

07. Em 2009, quando o Facebook já contava com 200 milhões de usuários (hoje são mais de 800 milhões), um ataque de phishing chamou a atenção da rede social. Não se sabe quantos membros foram atingidos, mas a iniciativa foi grande o suficiente para fazer com que a empresa fundada por Mark Zuckerberg reagisse rapidamente.

A sabotagem funcionava da seguinte maneira: os perfis de usuários infectados postavam automaticamente links chamativos que levavam a um site falso, onde as vítimas deveriam informar novamente o nome de usuário e senha para acessar determinado conteúdo. Logo que soube da fraude, o Facebook bloqueou as mensagens perigosas e publicou um comunicado informando o problema. 

06. Em 2004, um vírus conseguiu atingir até mesmo quem tomava cuidado em não clicar em links suspeitos. O JS/QHosts21 chegava em um e-mail HTML que exibia a página do Google. Quem tivesse a função de scripting habilitada (algo padrão no Internet Explorer e Microsoft Outlook na época) e um nível de segurança do ActiveX muito baixo, tinha seu PC infectado ao abrir o correio eletrônico.

O vírus fazia com que, mesmo ao digitar corretamente o endereço de alguns sites em qualquerbrowser, o usuário fosse redirecionado para uma página falsa. A prática era geralmente associada a sites de bancos no Brasil. Para evitar casos como esse, o ideal é sempre manter o navegador e programas antivírus atualizados.
Phishing (Foto: Reprodução)

05. Um caso ainda mais perigoso de phishing é o "envenenamento de DNS", que também redireciona a vítima para um site falso ao digitar o endereço correto de algum banco em seu navegador. Trata-se de um ataque hacker que infecta os dados de cache de DNS em provedores de Internet, levando a vítima para um site clonado.

O Domain Name System (DNS) é uma interface que facilita o acesso a websites. É ele quem faz com que você, ao digitar www.techtudo.com.br em seubrowser, por exemplo, seja direcionado ao IP 186.192.82.155, correspondente à página oficial doTechTudo.

Em novembro, a Polícia Federal prendeu um homem de 27 anos por participar em um desses esquemas. Como administrador de sistemas de uma provedora de Internet de Londrina, o criminoso conseguiu "envenenar" o DNS de algumas instituições financeiras. Para evitar que você vire mais uma vítima em casos como esse, além de manter os navegadores e antivírus atualizados, é imprescindível procurar um provedor de web mais confiável e seguro. 
Lista de e-mails (Foto: Reprodução)

04. Uma lista com o e-mail e senhas de mais de 30 mil contas do Hotmail, Gmail, Yahoo!, AOL, Comcast e Earthlink foi publicada no site Pastebin para que qualquer um pudesse ver. Não se sabe exatamente como essas informações foram adquiridas, mas presume-se que tenha sido através de ataques de phishing.

A repercussão foi tanta que o site, voltado a desenvolvedores que queiram compartilhar códigos de programação, chegou a sair do ar após o pico de acessos. Tudo começou com uma primeira lista com os dados das contas de e-mail de 10 mil usuários do Hotmail, todas começadas com as letras A e B, sugerindo que o vazamento pudesse ser muito maior. Apesar disso, o restante dessa lista não foi publicado.

Ainda assim, uma outra listagem tornou públicos os dados de 20 mil contas do Gmail, Yahoo! Mail, AOL, Comcast e Earthlink, entre outros serviços de e-mail. As empresas negam que ataques de hackers tenham ocorrido e sugerem que seus usuários não só troquem suas senhas regularmente, como sempre usem uma diferente para cada serviço.
EMI (Foto: Reprodução)

03. A Experi-Metal Inc. (EMI), uma fornecedora de metais dos Estados Unidos, processou o banco Comerica em 2010 depois de perder cerca de US$ 560 mil em um esquema de phishing. Apesar do banco não ter sido o autor da prática criminosa, a empresa vítima alega que a companhia não possuía esquemas de seguranças suficientes que impedissem casos como esse.

Em janeiro de 2009, um funcionário da EMI foi enganado por um e-mail supostamente do Comerica que pedia para atualizar um software. Em um site clonado divulgado em um link contido na mensagem, ele digitou as credenciais do banco e um número aleatório oferecido pelo token, elemento de segurança comum fornecido por empresas bancárias. Logo após, em pouco mais de seis horas, os criminosos invadiram a conta e realizaram 97 transferências de fundos para contas domésticas e outras localizadas na Rússia, Estônia, Escócia, Finlândia e China.

O Comerica Bank se defendeu negando que o site falso fosse parecido com sua página oficial para "qualquer pessoa razoavelmente consciente e responsável por resguardar as finanças do EMI". Afirmou ainda que nenhum invasor teve acesso à conta da empresa. "Credencias válidas designadas a um empregado do EMI foram usadas para autentificar as transferências online. Se algum criminoso desconhecido usou essas credenciais, isso foi motivado apenas pelas ações dos funcionários da EMI. 

02. Zachary Hill foi condenado em 2004 a 46 meses de prisão por enviar e-mails se passando pelo AOL e PayPal pedindo dados bancários dos clientes. As mensagens ameaçavam cancelar suas contas se eles não respondessem. Um link apontava para sites clonados dessas empresas, pedindo as informações privadas das vítimas.

Desse jeito, Hill conseguiu adquirir 473 números de cartões de crédito, 152 números de conta bancária e os nomes e senhas para uso em serviços online de 566 usuários. Conseguiu arrecadar US$ 47 mil com essa prática criminosa.
FBI (Foto: Reprodução)

01. Em outubro de 2009, o FBI prendeu 59 pessoas envolvidas em fraudes financeiras na web. A quadrilha, que contava mais de cem membros, concentrava-se no Egito, onde as autoridades locais prenderam a maior parte dos criminosos (47). Os demais homens capturados localizavam-se nos Estados Unidos.

A sabotagem acontecia através de e-mails que se passavam pelo Bank of America e o Wells Fargo, dois dos maiores bancos dos Estados Unidos. As mensagens vinham com um link que direcionava para um site falso, mas idêntico aos verdadeiros, onde os clientes deveriam enviar dados como número da conta, identidade ou senhas.

Com isso, os criminosos localizados nos Estados Unidos invadiam as contas bancárias e transferiam uma parte do dinheiro para os comparsas egípcios. A quadrilha arrecadou US$ 2 milhões em quase três anos. O FBI informou na época que esse havia sido o caso com o maior número de acusados em um crime cibernético. [New York Times]